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Criado para dar visibilidade ao afroempreendedorismo, clube de assinaturas reúne produtos de mais de 90 afroempreendedores e entrega mensalmente caixas com roupas, acessórios, livros e produtos de beleza, entre inúmeros outros itens, por preços que variam de R$ 49,90 a R$ 199,90

Já ouviu falar do Clube da Preta? Então, se prepara, porque você está prestes a conhecer um dos mais instigantes projetos lançados no último ano! Mais do que um clube de assinaturas, o Clube da Preta é um empreendimento social, uma startup criada por dois afro-empreendedores para dar visibilidade a outros afro-empreendedores que, de outra maneira, não teriam a chance de divulgar seus produtos.

Lideradas por afro-empreendedores brasileiros, o Clube da Preta foi idealizado em 2017 pela influenciadora digital Débora Luz e o administrador de empresas Bruno Brígida. Trata-se de um clube de assinaturas que reúne produtos de mais de 390 afro-empreendedores e entrega mensalmente na casa dos assinantes caixas com roupas, acessórios, livros e produtos de beleza, entre inúmeros outros itens, por preços que variam de R$ 49,90 a R$ 299,90.

Além de ter chamado a atenção da mídia por sua proposta totalmente inédita e inovadora – confira aqui* (Encontro com Fatima Bernardes ; Mundo S/A) alguns dos programas de TV e publicações que já destacaram a iniciativa, o Clube da Preta conquistou uma base de 350 assinantes ativos, apresentando um crescimento de 95% em seu faturamento em apenas um ano, o que comprova o grande potencial deste nicho de mercado.

Números a parte, ao usar uma peça que simboliza uma luta histórica de resistência, a cadeia de consumo consciente representa saber que o produto escolhido nas plataformas não é proveniente de uma marca que faz manutenção da escravidão moderna e que o fabricante não está apenas se apropriando da cultura para obtenção de lucro. Representa, portanto, a reafirmação da negritude, na medida em que os negros também se reconhecem nos produtos e vêem seu poder de consumo atrelado ao seu dinheiro, à escolha do destino de seu investimento.

“Por isso, a forma mais segura de adquirir roupas e acessórios de moda afro é comprando de quem faz, ou seja, de afro-empreendedores. Além de ter certeza da origem do produto e ajudar a fortalecer o trabalho de pequenos empreendedores negros, garante que o resgate da cultura negra dentro da moda vai continuar acontecendo. Nossa intenção era promover uma conexão entre o produtor da arte afro-brasileira e o cliente, e foi o que fizemos, espalhando caixas do Clube da Preta por todo o Brasil", destaca Brígida. "O Clube da Preta nasceu de uma inquietação minha e do Bruno, ao vermos tantos afro-empreendedores incríveis, que não conseguiam fazer seu negócio engrenar por falta de visibilidade", completa Débora. 

Os dois fazem parte do maior contingente de empreendedores no Brasil (51%), segundo pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada pelo Sebrae com dados de 2017. Os negros representam 38,8% dos pequenos negócios no País e lideram tanto no ranking dos empresários já estabelecidos quanto no de iniciantes, contra 32,9% dos brancos. 

“Graças ao Clube da Preta, tivemos a oportunidade de conquistar novos clientes, ampliar nosso alcance e aumentar nossas vendas", conta a empreendedora Michelle Fernandes, da grife Boutique de Krioula. "Quanto mais o Clube da Preta cresce, mais pequenos empreendedores da periferia, como eu, crescem também.”

Há de se destacar que, apesar de ser o maior país negro fora da África e o segundo em número de habitantes negros no mundo (são 112,7 milhões de pessoas, a maioria da população nacional, com 54,6%), a disparidade econômica e social ainda é um abismo.


Quem é quem no Clube da Preta?

Débora Luz  (@deboraluzoficial

Fundadora do Clube da Preta e influenciadora digital com 169 mil seguidores no Instagram e mais de 50 mil em seu canal no YouTube, a brasiliense de 29 anos é uma leonina que se apaixonou por arte na adolescência, o que levou a cursar museologia na Universidade de Brasília (UnB). No ambiente acadêmico, Débora passou a pesquisar sua ancestralidade africana e a questionar sua identidade, processo que a inspirou a assumir seus maravilhosos cachos, numa transição que a transformou em influência para outras centenas de milhares de mulheres afrodescendentes por todo o país. Desde então, ela se divide na atuação como empreendedora no Clube da Preta, ao lado do sócio, Bruno Brígida, e o trabalho com marcas de cosméticos como Natura, The Body Shop, Embelleze, Salon Line, L'Óreal, Neutrox, Skala e Quem Disse, Berenice?, entre outras.   


Bruno Brigida (@iambrunobrigida)

Cofundador do Clube da Preta, o paulistano de 29 anos é um geminiano que, desde a infância, é apaixonado por comunicação, em especial o rádio, futebol e samba, estilo que ele costuma praticar tocando violão e cavaquinho. Formado em administração de empresas, fundou, em 2014, uma corretora de seguros, em sua primeira incursão pelo empreendedorismo. O gostinho de ser "dono do próprio nariz" o levou a criar, em 2017, o Clube da Preta, como resultado de suas incursões por feiras e eventos nos quais constatou a dificuldade dos afro-empreendedores em divulgarem seus produtos. Para Bruno, "o Clube da Preta é a realização de um sonho: o sonho de ver todos bem".